domingo, 31 de maio de 2009

A brisa em seus cabelos
Loiras madeixas a brincar em seu rosto
O sorriso abrigado na sua face rosada, me encanta
Seus olhos brilham, brincam com a luz
Deixando-me estática como se perante Afrodite
Provocante como seus olhares
Seus lábios rosados, delicados, doces como morangos
Que amo sorver saboroso suco que dele provém 
Que me tingem os lábios de rubro após tão bela dança de lábios, línguas e mãos
Vontade minha que aflora quando a tenho em meus braços
Seus olhos cerrados, um sorriso tímido em seu rosto, respiração descompassada
Fechados meus olhos, com medo de ser um sonho
Apego-me a seu corpo, a seu delicado perfume, ao som de sua suave respiração
Acreditando ser real ela ali, divago pensando nela
Desperto sem acreditar no que ouço
Ao abrir os olhos ela estava lá, radiante com um sorriso brincalhão e um olhar brilhante 
Repetindo o que me fez acordar num rompante
Eu também te amo minha pequena, minha linda amante.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

À nossa infância compartilhada não-existente. Amém.

Estava imaginando como seriam as coisas se eu tivesse te conhecido com quatro anos. Estava pensando se a gente se daria bem hoje em dia, se você ainda me entenderia. E pensei que provavelmente não - afinal, pessoas mudam em doze anos -, mas a imaginação é minha, então eu decido como as coisas seriam.
Estava imaginando nossas possíveis brincadeiras, e os carrinhos/bonequinhos/dinossauros/brinquedos-de-meninos que eu acidentalmente esquecesse de te devolver. E imaginei nas vezes que eu faria você brincar de boneca comigo. Pensei: seria muita maldade? Será que ainda assim você gostaria de mim hoje em dia?
Então imaginei que dividiria com você todos os pedaços assustadores de sonhos, todos os sorrisos em horas erradas, todas as palavras de madrugada. Compartilharia com você todos os desejos impossíveis e as certezas absurdas que crianças têm (e que ainda tenho!). Assistiria Super Choque contigo. Falaria pra você de unicórnios, de fadas, de mitologia grega. Falaria do meu medo irracional do Minotauro e você estaria por perto quando esse medo se tornasse um medo por aranhas. Você me ajudaria nos meus piores momentos e me ajudaria a superar todas as minhas crises. Você me ouviria chorar. Você me ouviria rir, e me ouviria quando eu quisesse falar sobre nada.
Em todo o tempo que passei imaginando uma infância, esqueci de pensar sobre o presente. Não se apoquente! Penso agora. Sendo assim, concluo que não foi preciso te conhecer com quatro anos pra você se tornar importante. Mesmo que você não tenha estado comigo em todos os momentos da minha vida, você esteve presente desde que a gente se conheceu, você não fugiu quando eu achei que o meu mundo iria acabar. E é exatamente nesse mundo que você é necessário. E eu sei que eu te magoei, mas você me perdoa?
Talvez não sejamos crianças mais, mas espero que ainda possamos ser amigos como elas -sem medos, sem ressentimentos, sem segundas intenções.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Histórias Noturnas de Amor

Um roubo aconteceu
Bem no hora que escureceu.
Um beijo foi roubado
O ladrão morreu envenenado
E o beijo nunca mais recuperado.
Agora chega a conclusão
Será a mocinha o verdadeiro vilão ?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A Amante

E a explosão que me tomou
Perde-se os sentidos
Sente-se a emoção

Ela retira suas mãos de mim
Me beija enfim.
Repousando sua linda cabeça em meu ombro

Recupero os sentidos e sinto
Apenas ela, minha amada
Ligada a mim 
De corpo e alma por fim.

Que aquela noite se selou
Passava então a ser amante
E não apenas uma figurante 
Meu amor, minha vida
Minha esposa e amante.

Palavras:

Aquilo que, no momento em que você diz como suas, passam a ser de outras pessoas.

sábado, 16 de maio de 2009

Colocando as ideias no lugar?

Sinto alegria, sinto esperança. Sinto palavras, entretanto, quem não as sente? Palavras que nos fazem pensar, palavras que nos fazem sentir. Mas, afinal, sentimos palavras ou as palavras que nos fazem sentir?

Sinto medo. Sinto frio. Já nem sei mais em que sentido.
E o que me dizem?
Sentido: morte. Sentido norte?
No final das contas, não entendo mais o que dizem, já nem sei se quero entender. Não sei mais quem sou. Nem sei mais quem eu queria ser. E não sei o que eu deveria ser pra fazer sentido (ou se quero fazer sentido).

Sinto-me confusa. Instável. Acho que achar não é o suficiente. Acho que negar é absurdo, afirmar é tanto quanto.
De repente, começo a achar que o mundo é melhor do que era há dois segundos atrás. Nesse instante, acho que as coisas estavam melhores momentos antes de começar a escrever o texto.


- Deus, quem dera que minhas ideias parassem de rodar!

Para minha pequena

Quando a vejo tenho vontade de abraça-la
Quando chorar quero secar suas lágrimas
Quando sorrires quero que seja para mim
Quando sonhares quero que seja comigo
Quando fores feliz que seja ao meu lado
Pois eu te amo