terça-feira, 26 de março de 2013

Sou filha de Calíope e cria de Safo.
As palavras são minhas amantes, minhas confidentes.
Mas você, você me inspira, me faz sonhar.
Uma mera lembrança do teu olhar me leva a escrever uma odisséia ou um ode ao teu sorriso.
Tornar-te-ei em uma epopéia.
Te eternizarei em minhas memórias.
Dedicarei-me diariamente a te fazer feliz como me fazes ser,
Minha Musa.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Regresso


Ah!Reencontrei meu romantismo.
Meu refúgio, minha casa dentro de mim. 
Ah minhas palavras, minhas belas palavras!
Que saudade de brincar com vocês, de fazer Amor com cada letra.
De caligrafia desenhada, fazer os contornos da pessoa amada.
Como é bom voltar ao meu mundo ébrio, encantado.
Ter razão para escrever, um motivo para sonhar.
Obrigada por me fazer voltar.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Cansei de brincar de viver, de ser adulta, de fingir que sei o que quero ser quando crescer.
Eu não sei, não sei se algum dia vou realmente saber.
Cansei de acordar com travesseiro molhado por não poder chorar perto de vocês,
Cansei de usar essa máscara para vocês não me esquecerem.
Cansei de pensar, de sonhar e ter que acordar.

Parem, me deixem ser.
Me deixem ensurdecer, me deixem cair, sangrar
Eu quero errar, quero não me arrepender
Me deixem querer

Me deixem sem me deixar
Sem partir, se afastar.
Não me façam chorar.

Sou imperfeita
Sou sua cria

Apenas sou.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Recorte

Então você me olha com esses seus olhos de esfinge: decifra-me ou devoro-te. Eu me sinto afundar nesse par de cores mais lindas do meu dia enquanto fico cada vez mais presa nesse seu olhar.
Te abraço forte e sinto seu coração bater perto do meu. E, por mais clichê que seja, não consigo não desejar poder recortar esse momento e passar algumas horas admirando o "nós dois".
Sinto o cheiro da sua pele e suas mãos tão cuidadosas. Sinto meu sorriso (aquele que é todo seu) grudado no rosto como se fosse a expressão mais correta para mim. Sinto o sangue correr depressa enquanto o beijo é lento.
Então me afasto dez centímetros para poder olhar bem para esses seus olhos de esfinge: escuros, misteriosos e lindos. Conheço mais de você e entrego-me cada vez mais.
Então digo com meu olhar: - decifro-te e devora-me.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Heróis foram feitos para sobreviver. E você, amor, foi feito para ser um herói.
Não importa se está frio demais, difícil demais, doído demais. Você vai passar por tudo isso, vai enfrentar seus dragões como sempre fez, vai renascer das cinzas como a fênix metafórica que nós dois sabemos que você é. E eu vou estar aqui, desempenhando bem meu papel - não de donzela esperando ser salva, eu sou aquela que te ajuda a vencer os obstáculos para alcançar a princesa.
Você vai conseguir, meu bem. Vai partir meu coração, mas ninguém vai se importar no fim: essa história deve ser sobre um herói, não sobre uma menina qualquer.
Larga essa auto-piedade de lado que a única que vai sofrer serei eu. Aceita seu destino heróico, quebra sua maldição, volta pra casa como um vencedor. Seja feliz.
Sabe, heróis foram feitos para sobreviver. E você faz isso bem demais. No fundo, sempre existe uma centelha restante de vida. É o suficiente.
Então me deixe te ajudar. Mas não me jure seu amor. Claro que vou ser importante para você, mas não vai ser meu nome que você vai sussurrar no último capítulo. Então pulemos essa parte, que meu nome nem vai ser lembrado. Eu só serei "a que costumava ajudar o herói". Aceito isso. Aceite. Sobreviva.
Porque heróis foram feitos para sobreviver. Mas, meu amor, você foi feito para mais. Você vai viver.
E eu, no fim, provavelmente vou viver também. Esquecida, sim, mas eu vou me lembrar de você. De como você lutou tão brava e duramente. De como venceu. De como se tornou o herói que eu sabia que seria.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Olho para minha janela e rezo pra que chova.
Quero que a chuva entre e molhe o meu piso. Que alcance minha cama. Que bata no meu rosto e lave meus pecados.
Não sou digno, mas que a água caia enquanto durmo e me acorde dos meus tantos pesadelos.
Quero que a chuva seja minha redenção, que me mostre que ainda sou humano. Quero ser capaz de sentir algo além dessa mediocridade ante minha existência.
Rezo para que a chuva me traga de volta a vida que deixei passar.
Mas a manhã vem e a chuva nunca cai. E quando o sol acorda, não é a chuva que pode me impedir de levantar e conviver com o que fiz. Não é a chuva que pode me livrar das correntes que os dias trazem.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Acho que você entende meus sorrisos. Aqueles que aparecem enquanto estou quieta e você acha graça. Não que saiba os porquês, mas entende que são por sua causa.
Acho que você entende meus silêncios.
Entre todas as pessoas que conheci, foi justamente você quem se encaixou bem dentro deles.
Logo eu, que sempre fui tão cheia de palavras, ficando quieta, ficando calma, parecendo tão tranquila. E você, do meu lado, numa cena romântica enlatada e mesmo assim tão correta.
Acho que eu começo a entender seu jeito.
Começo a entender sua gentileza por baixo da distância. Sua arrogância do lado da sua preocupação comigo. Suas contradições que me fazem sorrir enquanto posso ouvir seu coração batendo.
Começo a entender você, que me parecia tão contra demonstrações de afeto, colocando meu cabelo rebelde atrás da minha orelha e beijando minha testa.
Acho que começo a conseguir juntar a imagem que eu tive, daquele cara frio, com a que tenho formado, a do cara que lembra a data do nosso primeiro encontro. E é engraçado que dois lados tão discrepantes de uma mesma pessoa se encaixem tão naturalmente nos meus raros e naturais silêncios. Mas, talvez, seja ainda mais engraçado que eu, logo eu, não só me sinta confortável com esse encaixe, mas queira que eu também caiba nos seus.
Então o que você vê é uma Carolina cheia de gostos e atitudes diferentes das que esperavam dela. Mas eu acho que você também não tem agido como o esperado. E talvez por isso você entenda meus silêncios - e meus sorrisos.